Cambalhota Matinal

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A opinião de Valdano

O ex-director desportivo do Real Madrid, Jorge Valdano, veio a Portugal para ser homenageado pelo ISMAI e não se negou falar de futebol, sobretudo do futebol português. Segundo declarações notificadas pelo jornal O Jogo, Jorge Valdano referiu que o FC Porto está num patamar superior aos seus adversários.

Nada melhor do que uma opinião de quem “está de fora” para falar com imparcialidade sobre o campeonato português e os seus clubes. O argentino referiu que uma boa organização é meio caminho andado para se ganhar títulos, sustentando que “é impossível uma equipa competitiva dentro de um clube desorganizado. O FC Porto é o reino da organização e daí para baixo estão os outros”. Equipa competente é a imagem que a equipa azul e branca passa para o exterior, “logicamente que, em Portugal, o FC Porto é indiscutível. Assim como o Benfica representa o sentimento, o FC Porto representa a eficácia. Torna-se impossível não reconhecê-lo”, analisou.

Eduardo Tavares

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As vedetas também falham…

Após 120 minutos de jogo e com o resultado fixado em 1-1, a Liga dos Campeões 08 teve de se decidir nas grandes penalidades. Chegada a sua vez, Cristiano Ronaldo, com algum vedetismo à mistura, falhou a sua grande penalidade, denunciando onde iria colocar a bola. A sorte do português foi a escorregadela de John Terry que fez com que falhasse a grande penalidade que poderia ser decisiva. A defesa de Van der Saar ao penálti de Anelka permitiu aos campeões ingleses conquistarem a Champions.

Mas para além de Cristiano Ronaldo, outros jogadores excepcionais também falharam grandes penalidades em momentos decisivos. O site MaisFutebol fez uma “analepse” de momentos em que grandes jogadores falharam grandes penalidades decisivas.

http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=955114&div_id=1490

Apesar do penálti falhado, Cristiano Ronaldo marcou o golo que levou o Manchester à decisão das grandes penalidades, logo teve um papel preponderante no triunfo da sua equipa. O meu desejo é que esta conquista não faça com que Ronaldo chegue ao Europeu com excesso de vedetismo, o mesmo vedetismo que fez com que falhasse a tal grande penalidade, para que possa exibir a mesma qualidade futebolística que apresentou ao longo da época no Manchester United.

Eduardo Tavares

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Os eleitos e os preteridos…

Os vários seleccionadores dos países participantes no Euro 08 decidiram não convocar algumas jóias da coroa dos seus países. Nomes como Raul, Inzaghi e Trezeguet não fazem parte das opções dos seus treinadores para o Euro.

Se Raul (Real Madrid) não é propriamente uma novidade, não deixa de ser uma baixa de peso para a Espanha, pois a incompatibilidade de Luís Aragonés com o avançado blanco faz com que o melhor jogador da liga espanhola fique de fora do Euro.

Pippo Inzaghi ficou ontem a saber que também não fazia parte dos eleitos de Donadoni para o Euro, preferindo chamar outros pesos pesados como Del Piero, Cassano e a dupla atacante da Udinese – Natale e Quagilarella – que juntos marcaram 29 golos na Serie A.

David Trezeguet também vai ver o Euro pela TV, pois os 20 golos que marcou pela Juventus não foram suficientes para convencer Domenech a integrá-lo na pré-convocatória. Maniche é outro jogador a ficar de fora. Filipão não conta com o médio, mesmo depois de lhe ter prometido que seria convocado.

Pavel Nedved, que mesmo depois de ter renunciado à selecção após o Mundial 06, poderia ser chamado após a lesão do médio Rosicky do Arsenal, mas o seleccionador checo, Karel Bruckner assim não entendeu. Hakan Sukur, melhor avançado Turco de sempre ficou também ele de fora dos convocados de Terim.

Os convocados:

Grupo A: Portugal, Suíça, República Checa, Turquia.

Grupo B: Alemanha, Polónia, Áustria, Croácia.

Grupo C: França, Itália, Roménia, Holanda.

Grupo D: Grécia, Rússia, Suécia, Espanha.

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A Taça é do Sporting…

O Sporting conquistou, e bem, a sua 15ª Taça de Portugal, num jogo em que mostrou mais frescura física e melhores argumentos para levarem de vencida a Taça.

O Sporting jogou um futebol demasiado rápido para os dragões, obrigando-os a cometerem demasiados erros defensivos. A determinação que o Sporting entregou ao jogo fez com que fosse superior, na maior parte do tempo, ao FC Porto. Um erro táctico de Jesualdo foi colocar o central João Paulo no lado esquerdo da defesa, retirando dessa forma capacidade ofensiva à equipa e durante a partida um elemento dentro de campo, pois João Paulo, no meio das suas dificuldades defensivas, teve uma entrada dura e viu por isso cartão vermelho directo.

Ora, se o jogo não estava fácil para o Porto, não se podia esperar melhor. Paulo Bento retirou à entrada para o prolongamento o Abel (que também ele já estava a mais no campo, pois deveria ter visto o segundo amarelo), entrando assim Tiui, o avançado que iria resolver a partida com dois golos.

No final do jogo ficou a festa leonina e um resultado algo exagerado, pois apesar de jogar grande parte do tempo com menos um jogador, o Porto não se limitou a defender e contra-atacou sempre que pôde. Foi um jogo bem disputado, mas no qual os jogadores do Sporting entraram melhor fisicamente e isso foi determinante para o desfecho da partida. Talvez a gestão de Jesualdo não tenha sido a melhor, pois deu demasiado descanso aos jogadores que jogaram a final, pois o último jogo que estes fizeram foi a 3 de Maio.

O árbitro da partida esteve mal no encontro, errando em lances capitais. O lance do primeiro golo do Sporting é precedido de uma falta de Polga sobre Lisandro, o mesmo Polga que cometeu grande penalidade sobre o mesmo Lisandro, já na segunda parte do encontro. Um golo duvidosamente anulado a Romagnoli e uma série de erros disciplinares marcaram esta má exibição de Olegário Benquerença. A abrilhantar o desnorte do árbitro esteve a conclusão da primeira parte do prolongamento aos sete minutos do mesmo, pois não tinha acertado o seu relógio. Erro esse que, felizmente, pôde ser emendado.

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A despedida…

Uma má notícia para o futebol português, no passado fim-de-semana, foi a despedida de Rui Costa dos relvados portugueses. Um jogador com a qualidade do Rui deveria ser eterno e não deveria pendurar as botas. Apesar da despedida à muito anunciada, custa ver um jogador com a qualidade futebolística do Rui Costa “encostar às boxes”.

A facilidade com que jogava à bola deixava todos encantados. Cabeça levantada, técnica apurada, passe teleguiado e forte remate eram algumas das muitas qualidades que Rui Costa possuía. A sua simplicidade no toque de bola levava-nos a pensar que qualquer um poderia jogar futebol, pois conseguia tornar tudo simples. Onde quer que jogasse encantava tudo e todos. Rui Costa era o típico jogador que jogava e fazia jogar e vai fazer falta aos relvados portugueses e mundiais.

Sou da opinião, que a Federação Portuguesa de Futebol deveria organizar um jogo de despedida para dois dos melhores jogadores que Portugal já viu, Rui Costa e Luís Figo.

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