Cambalhota Matinal

Ícone

E agora? Será que já há alguma coisa de errado?

No lançamento do jogo do Porto com o Leixões, Jesualdo Ferreira ignorou as perguntas sobre o mau jogo que a sua equipa tinha feito contra Dínamo de Kiev, referindo que já era passado e que se tratavam de competições diferentes. Mas… apesar de competições diferentes há sempre as questões psicológicas que ficam e a moral dos jogadores que cai.

O treinador portista fez questão de referir que “a equipa está muito bem, vai em primeiro na Liga, está bem”. Pois… esqueceu-se do péssimo jogo que a equipa tinha feito, dando mesmo a entender que não tinha sido dada a devida importância, esperando talvez pela ida a Kiev para estudar o que correu mal nesse jogo.

Ontem no jogo viu-se que a equipa continuava na mesma. Sem ideias e sem vontade de “jogar à bola”. A defesa está mais permeável que um bloco de esferovite (gostava de saber o que Jesualdo vê no Lino e Sapunaru); talvez se justificasse a titularidade de Pedro Emanuel, não tanto pelas exibições do Rolando que são das melhores no meio daquela confusão a que chamam defesa, mas sim para tentar por alguma ordem e voz de comando. O ataque continua sem ideias e vive de lances individuais, como foram os casos de ontem.

E agora? Será que está alguma coisa mal? Se calhar está e ao que parece Jesualdo conseguiu perceber isso e referiu no final do jogo que a equipa tinha feito um mau jogo e que iriam estudar as duas derrotas “para tentar chegar a uma conclusão que nos permita recuperar rapidamente os jogadores”. Eu já tinha percebido que algo não estava bem no jogo com o Arsenal (a vitória de Alvalade não me deixou 100% convencido), acho que o Jesualdo devia ter analisado o que vai mal logo depois do jogo com o Dínamo, para tentar evitar o que aconteceu ontem. Mas deixou um aviso: “Vamos dar a volta a isto”. A ver vamos…

Eduardo Tavares

Filed under: Analisar em cambalhota

Há golos assim…

Danny Cepero marcou um golo, daqueles que se põem todos a olhar não sabendo bem para onde, pois são golos que não “lembram a ninguém”. Danny Cepero, guarda-redes, não queria acreditar no que tinha acabado de fazer. Pois, mas o que ele fez foi marcar um golo fenomenal no embate entre o seu clube, New York Bulls, contra os Colombus Crew.

Ainda dizem que nos Estados Unidos não se pratica bom futebol… Vejam o golo…

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/892332.html

Filed under: Curiosidades

Jornalismo Desportivo diferente(?)

O Clube Nacional de Jornalistas Desportivos (CNID) atribuiu a Alfredo Farinha, jornalista de Abola, o Prémio Prestígio Fernando Soromenho. Não trago até aqui a questão da distinção, demais merecida…

De todas as notícias que ouvi, li e vi sobre a cerimónia do CNID, o destaque foi irremediavelmente para os atletas premiados. No entanto, vale a pena reflectir sobre estas palavras de Alfredo Farinha.

«Não sou um fã incondicional de Saramago, mas li recentemente uma frase sua genial: que um Nobel nada significa às portas da morte. Para mim, confesso, este prémio tem uma importância nobel, por ser do CNID, uma célula viva de apoio ao desporto, que nasceu de um grito de revolta contra a prepotência. Nesses idos anos 60, nós, jornalistas de desporto, éramos vistos apenas como colaboradores desportivos dos jornais, enquanto outros que se limitavam a copiar e a colar informações da Reuters é que eram jornalistas! Hoje as coisas e os reconhecimentos são, felizmente, muito diferentes. É por isso que recebo apaixonadamente este prémio mesmo que morra daqui a dois ou três minutos.»

Fonte: Abola

São mais do que um pensamento, um discurso, umas palavras de circunstância. São um relato de (muita) experiência. Os olhos que tanto viram levam a que diga: “hoje as coisas e os reconhecimentos são, felizmente, muito diferentes”, mas serão mesmo diferentes? A nível nacional, até posso concordar, mas coloco reticências a nível regional…

Quer se queira, quer não, ainda se anda “para a frente e para trás” com os colaboradores desportivos… persiste e persistirá até quando? Por culpa dos directores, jornalistas, colaboradores, leitores, de todos ou de ninguém?

Acredito que a persistência de que falo continuará dependente… da mentalidade!

Frederico Correia

Filed under: Analisar em cambalhota

Desportivamente fal(h)ando II

Para actualizar o espaço dedicado às expressões que usualmente figuram em textos desportivos, fiz uma pequena pesquisa e encontrei a interessante “retranca”.

“(…) por seu lado, mostrou que, em jogos fora, tem uma defesa muito permeável. (jogador) é sol que já não brilha e (jogador) está na fase descendente. Depois, jogou na retranca e (treinador) mentiu quando disse que ia atacar. Fez bluff que não resultou.”

Segundo o dicionário online Priberam, retranca pode assumir os mais diversos significados, dependendo do contexto em que se vê inserido. Vejamos:

Substantivo feminino – correia larga que passa por baixo da cauda das bestas e cujas extremidades se ligam à parte posterior da sela;
Náutica – verga usada no mastro da ré;
Substantivo masculino – indivíduo pouco sociável, pouco comunicativo e tímido.
estar na -: desconfiar; acautelar-se; o m. q. ficar na retranca ou pôr-se na retranca;
ficar na -:vd.  estar na retranca;
pôr-se na -:vd.  estar na retranca.

Assim se vêem as variantes que pode assumir esta palavra. Os textos desportivos, por uns desejados, por outros desrespeitados ou somente ignorados, mostram a sua capacidade no uso de todo o tipo de palavras e expressões.
Podem parecer estranhas, mas são nada mais nada menos que Português.

Para os mais desatentos, no texto (devidamente assinado) o seu significado passa por estar retraído na defensiva, encostado às cordas (recorrendo ao boxe) ou simplesmente a jogar à defesa…

Frederico Correia

Este espaço não visa ser ofensivo a quem escreveu ou usou determinada “expressão”.

Filed under: Desportivamente fal(h)ando

As anedóticas frases de Domenech

Georges Alexandre lançou um livro sobre as melhores frases do seleccionador francês, Raymond Domenech, as quais dão resposta às mais variadas dúvidas sobre os enigmas do futebol e onde mostra a face de um treinador que gosta da polémica.

“Le Bêtisier Domenech”, que traduzido significa “O Estupidário de Domenech”, é dedicado à recolha de frases do polémico treinador em 40 anos de futebol. E lá podemos encontrar respostas para alguns enigmas do futebol. Um desses enigmas é o porquê de se perder um jogo de futebol. Domenech dá uma resposta, no mínimo, brilhante: “É lógico perder quando o adversário mete mais um golo”. Simples e eficaz, acaba com uma das grandes incógnitas do futebol.

Outra dúvida que se mantinha viva ao longo dos anos era a diferença de sentimentos entre um jogo perdido e um jogo ganho. Domenech fez questão de terminar, também, com esta dúvida. E fez ao seu estilo: “Um jogo ganho é melhor do que um jogo perdido”.

Para além destas frases esclarecedoras e anedóticas, o livro também faz referência às inevitáveis polémicas do seleccionador francês. No meio das polémicas surgem alguns portugueses. Segundo se pode ler no Diário de Notícias, Lúcio Baptista e José Mourinho são alvos da polémica de Domenech, que como ele próprio referiu “a provocação é a minha arma preferida”.

Eduardo Tavares

Filed under: Curiosidades