Cambalhota Matinal

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Ville Ritola

Hoje, trazemos até ao nosso espaço um voador. Voador, se calhar, acabamos por o ser todos… mas cada um à sua maneira!

Vilho “Ville” Eino Ritola (Peräseinäjoki, 18 de janeiro de 1896 — Helsinque, 24 de abril de 1982) foi um atleta finlandês especializado em corridas de longa distância, integrante do fabuloso grupo de atletas da Finlândia conhecido como Flying Finns (Finlandeses Voadores) que durante os anos 20 do século passado dominaram os eventos de meio-fundo e fundo no atletismo dos Jogos Olímpicos.
Ritola emigrou para os Estados Unidos aos dezessete anos, para se juntar a sete irmãs que emigraram anos antes e lá juntou-se ao Finnish-American Athletic Club, onde começou a treinar junto do grande campeão finlandês Hannes Kolehmainen, que havia se mudado para os Estados Unidos após os Jogos Olímpicos de 1912. Kolehmainen tentou convencê-lo a integrar a equipe finlandesa para os Jogos de Antuérpia em 1920, mas Ville não aceitou, acreditando que ainda não estava pronto para disputar com sucesso uma competição do nível de uma Olimpíada.
Em 1924, entretanto, ele estava no auge da forma e participou com brilho dos Jogos de Paris, conquistando quatro medalhas de ouro e duas de prata. Tendo como sombra na equipe o grande Paavo Nurmi, Ritola venceu os 10.000 m (de que Nurmi não participou) com meia volta de vantagem sobre os adversários e quebrando em 12s seu próprio recorde mundial. Três dias depois venceria os 3000 metros com obstáculos chegando 75 m à frente do segundo colocado. No dia seguinte, fez uma dobradinha finlandesa com Nurmi nos 5.000 m conquistando a medalha de prata e nos próximos dias conquistaria junto com a equipe duas medalhas de ouro no cross-country e nos 3.000 m por equipes.
Em Amsterdam 1928, Ritola voltaria a brilhar junto com Nurmi, derrotando o lendário Homem do Relógio na prova dos 5.000 m e perdendo para ele nos 10.000 m, ficando com a prata. Com estes resultados, Ritola encerrou sua carreira olímpica com um total de quatro medalhas de ouro e três de prata. Ele nunca competiu no Campeonato Nacional de Atletismo da Finlândia, mas em sua permanência nos EUA colecionou dezenas de medalhas em provas de todas as distâncias entre 2000 m e 10 milhas, em pistas e estradas.
Após os Jogos de Amsterdam, Ville Ritola abandonou o atletismo e voltou a seu país natal em 1971, morrendo em Helsinque em 24 de abril de 1982, aos 86 anos de idade.
Sua carreira e a fantástica aceleração que tinha no final das corridas deixando subitamente seus concorrentes para trás, inspirou uma expressão coloquial usada em finlandês, “Ottaa ritolat”, que significa “fazer um Ritola”, ou sair abruptamente e rapidamente de algum lugar.

Fonte: Wikipédia

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Vicente Feola

Nesta nossa crónica, passamos hoje pelo mundo do desporto onde “a bola parece ser livre… voa, salta, gira, rola, mas na verdade tem um só objectivo: ficar presa numa rede…” (FC, 2008)

Vicente Feola

Sempre sorridente e bonachão, Vicente Ítalo Feola entrou para a história como o primeiro técnico a conquistar uma Copa do Mundo dirigindo a Seleção Brasileira. Além de conquistar o título na Suécia, em 1958, Vicente Feola também deu outra grande contribuição ao futebol brasileiro.

Ao lado do dirigente Paulo Machado de Carvalho (que comandou a delegação brasileiras nas Copas de 1958 e 1962), Feola insistiu muito para levar entre os convocados que participaram do Mundial da Suécia um jogador franzino, de apenas 17 anos, que em pouco tempo seria destaque em todo o mundo: Pelé. Se não fosse a insistência do treinador, provavelmente Pelé seria cortado da delegação brasileira que embarcou para a Suécia em 58. Na época, o jogador do Santos estava contundido e os médicos da Seleção diziam que o atleta não teria tempo suficiente para se recuperar antes do final do Mundial.

No Brasil, a carreira de Vicente Feola sempre esteve ligada ao São Paulo, mas o treinador também trabalhou na Argentina, comandando um dos clubes mais populares do país, o Boca Juniors. Além da Copa de 58, Feola também comandou a Seleção Brasileira no Mundial de 66, na Inglaterra. Nesta Copa, a Seleção Brasileira foi eliminada na primeira fase, depois de duas derrotas (Portugal e Hungria).

A primeira partida de Vicente Feola no comando da Seleção Brasileira aconteceu no dia 4 de maio de 1958, pouco tempo antes do embarque para a Suécia. O Brasil goleou o Paraguai por 5 a 1, em jogo válido pela Taça Oswaldo Cruz. Seu último jogo pela seleção aconteceu em Liverpool, cidade dos Beatles, na Copa de 66: derrota de 3 a 1 para Portugal e o fim do sonho de conquistar o tricampeonato, título que somente chegaria quatro anos mais tarde, na Copa do México.

No total, Feola comandou o Brasil em um total de 74 jogos, de acordo com dados da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Foram 54 vitórias, 12 empates e 8 derrotas. No comando da seleção, foi campeão da Taça Oswaldo Cruz (1958), da Copa do Mundo da Suécia (1958), da Taça Bernardo O`Higgins (1959), da Copa Roca (1960) e da Taça do Atlântico (1960).

Na Copa da Suécia, coube também a Vicente Feola escalar uma dupla de ataque que marcou a história no futebol mundial: Pelé e Garrincha. Jogando juntos, os dois jogadores jamais perderam uma partida com a camisa da Seleção.

Fonte: UOL

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Santa Camarão

Santa Camarão era o mais alto do seu tempo
Ficou a sete centímetros do enorme Nikolai Valuev mas os seus 2,06 metros e 120 quilos deram a José Santa o título de mais alto peso-pesado do Mundo na década de 1930. Nascido no dia de Natal de 1906, em Ovar, “Santa Camarão” (nome de família), causou sensação na imprensa americana quando desembarcou nos EUA, em 1930 (um ano depois de perder o combate do título Europeu), até porque a média de alturas daquele tempo pouco passava de 1,62 metros.
Em Nova Iorque, defrontou os melhores da altura, como Primo Carnera ou Max Baer, no Madison Square Garden.
Ainda em 1930, protagonizou, na Alemanha, juntamente com o lendário Max Schmeling, o primeiro filme em que se falou português. Venceu 45 dos 66 combates em que entrou. Morreu em 1968.

Fonte: O Jogo

 

A propósito de uma reportagem do jornal desportivo O Jogo achamos conveniente abrir esta nova secção do nosso blogue com o ilustre nome: Santa Camarão. Sobre este campeão encontrámos ainda um post no blogue: Aguas do Sul.

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